Silêncio no Campus Capítulo 4 – O Atentado O tempo pareceu parar no instante em que a figura misteriosa avançou alguns passos pelo corredor central. Os olhares se voltaram para ele, mas ninguém se moveu. Havia algo de sinistro em seu silêncio, como se carregasse a decisão já tomada. Gabriel, ainda no púlpito, não recuou. Sua mão continuava apoiada sobre a Bíblia aberta, e sua respiração acelerada contrastava com a firmeza da postura. O auditório inteiro parecia dividido entre correr para a saída ou esperar que alguém fizesse algo. De repente, um brilho metálico surgiu na mão do agressor. Um grito cortou o salão: — Ele está armado! O caos se instaurou. Cadeiras tombaram, cartazes voaram, estudantes se empurravam em direção às portas. Mas, em meio ao tumulto, o olhar do homem permaneceu fixo em Gabriel, como se todo o resto fosse apenas ruído. O primeiro disparo ecoou com violência, fazendo as paredes vibrarem. Gabriel foi atingido no ombro e cambaleou para trás, apoiando-se na mes...
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